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O curso Trilhas da Mediação, que a Associação Brasileira de Agências Reguladoras (ABAR) promoverá a partir do dia 17 de agosto, terá uma metodologia própria, voltada para o setor público. O conjunto de métodos foi desenvolvido ao longo dos últimos 15 anos, no âmbito do Grupo Avançado de Mediação Institucional (GAMEI). Três dos instrutores do curso da ABAR que também integram o GAMEI, Samira Iasbeck, Ricardo Dornelles e Caio de Melo, apresentaram os diferenciais da formação em relação às demais oferecidas no mercado, em webinar transmitido em 2/7.
A formação da ABAR oferece não apenas teoria, mas também prática e supervisão. Segundo a coordenadora do curso, Samira Iasbeck, o tripé conceitual é fundamental para que um mediador possa atuar na busca por soluções consensuais dentro da administração pública. A mediadora tem mais de 20 anos de experiência na área e atualmente coordena o Serviço de Relacionamento com o Usuário da Agência (SRU) da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa).
“Nós somos instrutores do GAMEI e trabalhamos com essa metodologia há pelo menos 15 anos. A nossa metodologia é vivenciada e experimentada. A gente só consegue praticar a mediação se tivermos a mediação internalizada dentro de nós. Para isso, o curso possibilita que as pessoas vivenciem desde o primeiro dia de contato conosco”, afirmou Samira Iasbeck. O curso terá três módulos à distância, em agosto, setembro e outubro, além de um módulo presencial, que acontecerá em Brasília, em novembro. A turma participará de simulações de mediação de casos inspirados em conflitos regulatórios reais.
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Conceito e prática
Segundo o instrutor Caio de Melo, que apresentou o programa do curso, há especificidades do conceito que o diferenciam do significado da mediação para o senso comum. “A mediação como processo técnico, que tem suas ferramentas específicas, a mediação traz referências bibliográficas robustas para entendermos o que queremos dizer com conflito, os diferentes tipos de conflito que existe – no caso do nosso curso, para ficarmos atentos aos conflitos das agências reguladoras e para sabermos o que fazer com eles”, afirmou.
Assista ao webinar sobre o curso Trilhas da Mediação.
O professor explicou ainda que o processo da mediação também envolve diferentes estágios, procedimentos e planejamento. “Antes de a mediação começar, nós analisamos o caso, fazemos um filtro, vemos se o conflito é passível de ser mediado. Então temos um preparo entre os mediadores na fase de pré-mediação. Quando a mediação começa, temos ferramentas específicas para que o diálogo seja possível”, disse o professor, que é psicólogo de formação e mestre em desenvolvimento humano.
O professor Ricardo Dornelles destacou que o curso permite desenvolver habilidades pré-existentes nas pessoas, independentemente da área profissional dos alunos, e que a formação em direito não é um requisito para fazer o curso. Com quase 30 anos de prática de mediação, tanto com servidores públicos quanto com advogados, Dornelles acredita que o curso ensina habilidades que são úteis na vida cotidiana das pessoas. “Não vamos transformar as pessoas a ponto de fazer todo mundo concordar, mas vamos compartilhar maneiras de fazer uma comunicação consciente, mais cuidadosa. A capacitação propicia de forma muito efetiva esse resultado”, disse Dornelles, que preside a Comissão Especial de Mediação e Práticas Restaurativas da OAB/RS desde 2007, além de coordenar a Casa de Mediação OAB/RS, referência nacional na área.
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Curso Trilhas da Mediação
Datas:
17 a 21/08/2026
14 a 17/09/2026
19 a 23/10/2026
09 a 13/11/2026
Carga horária:
96 horas
Modalidade:
Online ao vivo — 56 horas
Presencial — 40 horas


