Presidente Fernando Franco fala sobre PL do Gás a portal O Otimista

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Em entrevista à TV Otimista e à coluna de Adriano Nogueira, integrantes do portal O Otimista, sediado em Fortaleza (CE), o presidente da ABAR (Associação Brasileira de Agências de Regulação), Fernando Franco, comentou o PL do Gás (4.476/2020), que tramita no Senado. Para ele, o principal objetivo do que está sendo chamado de Novo Marco Regulatório do Gás “é fazer com que tenhamos um preço de gás barato no Brasil”.

Fernando Franco acredita que o potencial do uso de gás no Brasil ainda é pouco explorado. “Dentro da matriz energética, o gás está em torno de 32% nos Estados Unidos, na Argentina, 52%. No Brasil, de 12% a 17%”. O presidente da ABAR não acredita que o novo marco vai reduzir os preços em 40%, como estimado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. “Mas acredito que a gente pode pensar nos próximos cinco anos em uma redução em torno de 30%, 24% do custo do gás é tributo”, diz.

Leia a íntegra da matéria, publicada nesta terça-feira, 1/12, no portal O Otimista:

 

Presidente da Abar ressalta importância de rediscutir tarifas do gás natural

O Novo Mercado do Gás, projeto do Ministério da Economia, visa estabelecer um novo marco para o setor e ampliar a rede de gasodutos no Brasil

Coluna Adriano Nogueira

Recentemente reconduzido à presidência da Associação Brasileira das Agências Regulatórias (Abar), Fernando Alfredo Rabello Franco, também conselheiro da Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce), tem se debruçado sobre duas discussões extremamente relevantes para o desenvolvimento no Brasil: o novo marco regulatório do saneamento básico e o Novo Mercado do Gás, iniciativa lançada em meados do ano passado para ampliar a concorrência e o uso de gás natural como fonte de energia para as indústrias. Em entrevista à TV Otimista, Franco afirmou que no novo marco regulatório do gás, que pode ser aprovado ainda este ano pelo Congresso, “o principal ponto é fazer com que tenhamos um preço de gás barato no Brasil”. Ele compara: enquanto o preço por mmBtu no Brasil é de 12 dólares, nos Estados Unidos é apenas um terço disso e na Europa, oito dólares. “É preciso rever a estrutura e o custo para que se possa ofertar um gás mais acessível para a população e para a indústria. No Brasil, a gente estima que em 10 anos vamos ter um aumento de 120% da oferta de gás proveniente do pré-sal. Pra isso precisamos ter em terra estruturas, gasodutos para distribuir esse produto, principalmente no interior, para fomentar o desenvolvimento das regiões”, argumenta.

Redução dos preços
Para o presidente da Abar, entidade que congrega 67 agências, o potencial no Brasil é pouco explorado. “Dentro da matriz energética, o gás está em torno de 32% nos Estados Unidos, na Argentina, 52%. No Brasil, de 12% a 17%”. Franco afirma ainda achar que o novo marco não vai reduzir os preços em 40%, como estimado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. “Mas acredito que a gente pode pensar nos próximos cinco anos em uma redução em torno de 30%, 24% do custo do gás é tributo”, diz.