FGV lança primeira edição da Revista Brasileira de Transportes

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Publicação reúne conteúdos sobre transportes, logística e mobilidade urbana; será editada semestralmente, com o objetivo de estimular a discussão crítica dos temas abordados

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) lançou, no final de março, a 1ª edição da Revista Brasileira de Transportes, publicação semestral bilíngue (Português/Inglês) de difusão científica, vinculada ao centro de estudos e pesquisas em transportes, logística e mobilidade urbana da fundação, o FGV Transportes. O objetivo da revista é colaborar para a discussão crítica e o avanço dos temas técnico-científicos nos setores de transportes, logística e mobilidade urbana. A publicação conta, em sua equipe editorial, com pesquisadores vinculados a universidades brasileiras, americanas e europeias.

Na edição de estreia, a publicação traz uma entrevista com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e quatro artigos acadêmicos: “Avaliação estratégica do acesso a oportunidades de trabalho em Belo Horizonte”; “Estimativa de curvas e greides para o planejamento e análise de segurança a partir de dispositivos GIS e GPS”; “MagLev-Cobra: da universidade para a sociedade”; e “Uma visão geral dos investimentos em capital na infraestrutura portuária da América Latina”.

O lançamento da revista foi registrado na edição de abril do boletim Transportes em Foco, da FGV Transportes, que reproduz a entrevista do ministro de Infraestrutura e traz ainda outros conteúdos de interesse, como os resultados da 2ª rodada do Índice de Qualidade da Mobilidade Urbana (IQMU) e uma síntese do webinar “Estratégia de implementação do conceito e-navigation para as águas jurisdicionais brasileiras”.

Na seção de Opinião do boletim, em artigo intitulado “Desafios regulatórios às concessões em 2021”, o advogado Rafael Véras, professor da FGV Direito Rio, fala sobre a reestruturação a ser experimentada pelo setor de concessões de rodovias, em razão de questões como desequilíbrios econômico-financeiros provocados pela pandemia, encampação de ativos concessórios por parte da administração pública e a relicitação dos contratos de concessão.

De acordo com Véras, a segurança jurídica será o elo para a resolução dos três problemas. “Para equacionar os denominados ‘reequilíbrios-Covid’, algumas providências poderão ser adotadas, a depender da modelagem e da matriz de riscos de cada contrato. Para mim, o setor já detém um amadurecimento, institucional e normativo, que possa dar concretude à aplicação da segurança jurídica nas concessões de rodovias. É aguardar”, conclui o autor do artigo.

Baixe aqui o boletim Transportes em Foco.

Baixe aqui o PDF da Revista Brasileira de Transportes.