Escola Sustentável, ideia que começa a dar frutos

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Apresentado a 60 professores da rede pública que receberam aulas de capacitação ambiental, uso racional da água e a destinação correta dos resíduos, durante a Semana do Lago limpo, o projeto “Escola Sustentável”, em construção por técnicos da Adasa, provocou interesse de parceria do Campus Ceilândia da UNB e do Corpo de Bombeiros Militar do DF.

Ontem, com a participação de técnicos desta Agência, professores da UNB e representantes da Comissão A3P do CBMDF (foto)- foi anunciado o interesse de implantação de um Projeto Piloto de Quartel Sustentável com a parceria da Adasa. A intenção da Corporação é utilizar o projeto Escola Sustentável e adaptá-lo numa unidade operacional do CBMDF transformando-o numa unidade modelo do uso sustentável de água, energia e resíduos sólidos.

A ideia dos Bombeiros é promover a  Instalação de Sistema Fotovoltáico para produção de energia elétrica e aquecimento solar; sistema de captação de Água de Chuva para ser utilizada em limpezas, descargas e pias, banhos e outros.; sistema de captação de Água de Chuva para abastecimento das viaturas; sistema de Reuso (água da piscina, cozinha, banho…); Implantação de torneiras e duchas inteligentes; Implantação de Áreas de Recarga; Implantação de um sistema de Coleta Seletiva; e, finalmente, Elaboração de manual do quartel sustentável.

Escola Sustentável

O projeto “Escola Sustentável” começou a ganhar corpo na execução do programa Adasa na Escola, que já foi apresentado em mais de 50 unidades do DF e participação de mais de 50 estudantes. Além de ser uma proposta pedagógica o modelo proposto – ainda em elaboração, pretende contribuir com intervenções nas unidades escolares com tecnologias sustentáveis, adaptadas à realidade de cada comunidade escolar visando o uso mais racional da água, reuso, combate ao desperdício, utilização de energia solar para aquecimento e produção de energia elétrica, além de práticas permaculturais, tudo com foco na sustentabilidade.

Esta é mais uma ferramenta de apoio aos serviços regulados pela Agencia, atendendo a Lei n° 2.725 de 13 de junho de 2001, que institui a Política de Recursos Hídricos e cria o Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Distrito Federal.

Para o gerente do projeto, Dennis Monteiro de Barros Q. do Valle, quando o assunto é trabalhar meio ambiente e fazer da escola um espaço sustentável, é comum achar que isso implica em grandes reformas na estrutura física do prédio e altos investimentos. Não é bem assim, explica: o fundamental é permitir que os alunos incorporem ao cotidiano atitudes voltadas à preservação dos recursos naturais. Do mesmo modo, não adianta fazer um projeto de combate ao desperdício da água e deixar torneiras vazando e mangueiras abertas no jardim da escola.

Ser ecologicamente sustentável significa apostar num desenvolvimento que não desrespeite o planeta no presente e satisfaça as necessidades humanas sem comprometer o futuro da Terra e das próximas gerações. Tal postura se enquadra no conceito de permacultura, criado em 1970 e segundo o qual o homem deve se integrar permanentemente à dinâmica da natureza, retirando o que precisa e devolvendo o que ela requer para seguir viva. Parece complicado, mas pode ser posto em prática com ações simples, como não desperdiçar água, cultivar áreas verdes e preferir produtos recicláveis.

O processo pode ser iniciado com o envolvimento de funcionários e famílias do entorno. As faxineiras, por exemplo, devem atentar ao descarte de lixo e produtos de limpeza e ao bom uso de água e energia. Já aos professores fica a tarefa de discutir as várias questões ambientais com os conteúdos das disciplinas. Tudo isso passa à comunidade a mensagem de que a escola se preocupa com a Terra. Transformar valores e atitudes cotidianas requer cuidado especial por parte da gestão.

Segundo os organizadores envolvidos com a criação do projeto Escola Sustentável, a questão ambiental é um assunto cada vez mais em pauta na sociedade e ela pode estar integrada às práticas cotidianas de uma escola. Esse é o jeito mais eficaz de transmitir o aprendizado necessário sobre meio ambiente e sustentabilidade.

O projeto prevê a implantação de uma Unidade Demonstrativa de Escola Modelo do uso Sustentável de Água, Energia e Resíduos Sólidos contendo as seguintes inovações tecnológica: Instalação sistema fotovoltaico para a produção de energia elétrica e aquecimento solar; lâmpadas econômicas e sensores inteligentes; sistema para produção de energia eólica e anemômetros; sistema de captação e uso de água de chuva; sistema de reuso de reuso de água cinza; torneiras e duchas inteligentes; de áreas de recarga; de sistema de coleta seletiva; de pluviômetros, evaporímetros; adquirir materiais pedagógicos complementares: Kits de qualidade de água, termômetros e medidores de pressão e umidade; inserir práticas sustentáveis envolvendo técnicas de bioconstrução; introduzir práticas do projeto “Produtor de Água” da Adasa no ambiente escolar e na bacia hidrográfica da escola; elaborar Manual Prático da Escola Sustentável; realizar Oficinas para apresentar funcionamento de toda a estrutura da Escola Sustentável, com Direção, Professores, Alunos e Servidores da Adasa.