Empresários levarão ao Governo Federal Propostas para Universalizar Saneamento Básico

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Empresários ligados a diversas entidades de classe decidiram levar ao governo federal um conjunto de propostas para acelerar os investimentos no saneamento básico para universalizar o acesso aos serviços de água e esgoto no Brasil. A decisão foi tomada após debates realizados no seminário “Saneamento básico: como eliminar os gargalos e universalizar os serviços“, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), no dia 16 de outubro, em Brasília.

Entre as sugestões para acelerar o investimento da iniciativa privada estão à isenção de cobrança do PIS e da Confins e ações para melhorar a gestão das empresas estaduais de saneamento básico. Os empresários concordam que o governo deve incluir o saneamento básico nas medidas de incentivo ao desenvolvimento da infraestrutura brasileira.

” Vamos aglutinar proposições que estão sendo feitas e levar um leque de propostas para criar uma política objetiva na área”, disse o Presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI, Paulo Afonso. Precisamos ter mais produtividade e melhor gestão nas empresas. O capital privado tem que participar do processo, mas, para isso, temos que ter segurança jurídica, completou.

O objetivo é desenvolver ações conjuntas para que o setor privado seja ouvido pelo governo, segundo o Vice-Presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base – ABDIB, Newton Azevedo, também coordenador do Comitê de Saneamento Básico da entidade. “O governo federal precisa ser mais atuante e cobrar medidas dos estados e municípios. O saneamento deve ser prioridade para o Brasil”, afirmou Azevedo.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, destacou que não faltam recursos financeiros, mas que o ambiente de negócios não é favorável aos investimentos. Na mesma direção discursou Roberto Muniz, Diretor-executivo da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON).

Ele explicou que as empresas têm recursos para investir, mas que o capital privado investe somente 6% de tudo o que é aplicado no setor.

Fonte: http://www.abdib.org.br