Diretor-presidente da ADASA afirma que fim do racionamento no DF não depende apenas do volume dos reservatórios

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O diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Paulo Salles, considerou positiva a elevação do nível do reservatório do Descoberto para mais de 80%, mas lembrou que essa é apenas uma das questões a serem analisadas para o fim do racionamento no DF.  Para Salles, além da quantidade disponível dos reservatórios é preciso avaliar o consumo dos usuários no período e a segurança hídrica após a seca, com as chuvas do fim do ano. “Nós queremos sair do racionamento, mas não voltar”, afirmou.

Levantamento da Adasa revela que apesar das chuvas no Distrito Federal nos últimos dias, a precipitação média acumulada no reservatório do Descoberto este ano está  abaixo da média histórica e menor na comparação com 2016, quando foi declarada situação crítica de escassez hídrica. “Isso significa que temos que olhar com muita atenção o consumo de água no próximo período de seca. Não sabemos como será período chuvoso no final do ano”, alertou.  

A média mensal de vazão afluente do reservatório, que garante o abastecimento no período da seca,  também está abaixo da registrada há dois anos. “Nós não vamos depender do nível de 100% (no reservatório) para concluir pelo fim do racionamento. Vamos decidir com base na água que o DF dispõe e na previsão de chuvas a partir de outubro”, afirmou.

Para Paulo Salles a população do DF  teve mudança notável de comportamento no consumo racional da água e agora precisa manter essa prática. “É preciso que todos mantenham os bons hábitos adquiridos no racionamento e guardar na memória o que viveram”, afirmou referindo-se ao usuário doméstico, agricultores, comerciantes, indústrias e gestores de prédios públicos. “Vamos poupar sempre, usar menos água sempre, porque além do crescimento populacional existem as variações climáticas, que estão assolando o mundo”.