Brasil precisa de Energia com Preços Competitivos, mas também Segurança Jurídica, dizem Presidentes de Empresas do Setor

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De um aspecto parece não haver dúvida entre presidentes de algumas das principais companhias do setor elétrico: é o momento de buscar preços mais competitivos para a energia elétrica no Brasil, com a missão maior de induzir a atividade econômica do país. A forma de fazer isso, na opinião deles, precisa preservar conceitos como segurança jurídica e regulatória, clareza nas regras e atratividade aos investimentos, já que o setor requer um volume de recursos significativo no longo prazo.

Esses temas farão parte das discussões do seminário “Prorrogação de Concessões do Setor Elétrico Brasileiro“, promovido pela ABDIB e pela CNI no dia 16 de outubro, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

O objetivo é debater efeitos da MP 579, que estabelece regras para a prorrogação de concessões de energia elétrica com prazos de vencimento entre 2015 e 2017 e estipula normas para a redução do custo da eletricidade. Mais de 500 pessoas já estão inscritas para acompanhar a abertura e os quatro painéis programados.

Para Wilson Ferreira Jr, presidente da CPFL Energia e vice-presidente da ABDIB, o setor elétrico brasileiro vivencia um momento que vai impactar a vida de gerações futuras e o desenvolvimento econômico do Brasil. “O evento da ABDIB (sobre a prorrogação das concessões e a redução do custo da energia elétrica) acontece em um instante que o governo federal criou as condições ideais para implantar as medidas que resultarão na redução do custo da energia elétrica em bases sólidas, com garantia de perenidade, segurança regulatória e respeito aos contratos”, disse.

Djalma Morais, presidente da CEMIG e Vice-Presidente da ABDIB, também considerou o debate é oportuno. “A grande importância dessa discussão (sobre prorrogação das concessões e redução do custo da energia elétrica) envolve o momento complexo que estamos passando, com prenúncio de recessão, necessidade de melhorarmos a competitividade, e a excelente oportunidade de conhecer e analisar as diversas percepções e visões dos impactos da MP 579, principalmente em seus ‘termos’ e momento”, avaliou.

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Fonte: http://www.abdib.org.br