ARSESP – Diretora- Presidente da ARSESP avalia Perspectivas para o mercado de Gás natural

404

Silvia Calou, atual diretora-presidente da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo – ARSESP prevê melhorias nas condições do mercado de gás natural, especialmente pela importação do GNL, assim como na infraestrutura das estações de regaseificação do produto, que hoje se concentra nos Estados do Rio de Janeiro e Pará.

Ao vislumbrar o cenário para o setor até 2020 e, ainda fazer um balanço sobre questões atuais envolvendo a fonte de energia, a executiva afirma que o segmento de gás natural sofre com os altos preços do produto desde 2009, situação se manterá pelo menos até 2015, ano em que há previsão para o aumento de 19% na participação de empresas neste mercado, resultando em uma oferta mais dinâmica e competitiva do produto. Mesmo diante dessa perspectiva positiva, a Petrobras seguirá como principal fornecedor de gás natural no país.

No Estado de São Paulo atendido pelas distribuidoras  COMGÁS, Gás Brasiliano e Gás Natural FENOSA, consome cerca de 30% do gás natural produzido no Brasil, sendo este o maior consumidor em escala nacional. Já em produção, São Paulo fica atrás de Estados como o Rio de Janeiro – principal produtor – e Espírito Santo, que segue na segunda posição.

De acordo com estudo realizado pelo governo do Estado de São Paulo, há uma estimativa positiva para o mercado consumidor de São Paulo, aponta a diretora-presidente da ARSESP.

“Para os próximos anos, a previsão é que os mercados residencial e comercial mantenham-se em crescimento. Já em relação ao setor industrial, se esperava que houvesse uma política de maior incentivo para intensificar a substituição do consumo de outros combustíveis pelo gás natural”, afirma.

A grande aposta do governo estadual, assim como do governo federal, é elevar o consumo da cogeração nos setores industrial, comercial e de serviços. “Em São Paulo, a estimativa da administração estadual é de que há o potencial para quintuplicar o consumo atual até 2020”, conclui.

 

Fonte: http://www.sindienergia.org.br