ARSAL SALVADOR PROMOVE PALESTRA DE PESQUISADOR DA FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ SOBRE GESTÃO E REGULAÇÃO DE RESIDUOS SÓLIDOS

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Para debater sobre as melhores práticas de gestão e regulação dos serviços públicos de resíduos sólidos, com agentes do setor público, professores e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, empresários ligados ao setor, em Salvador, e estudantes, o presidente da ARSAL – Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador, Henrique Gonçalves Trindade, convidou o professor Marcello Motta Veiga, professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, para ministrar uma palestra, em Salvador.

Na palestra realizada nesta terça feira (12/01) no auditório Magno Valente, da Escola Politécnica da Bahia, Marcelo Veiga, com larga experiência na área de Engenharia Sanitária, com ênfase em Saneamento Básico, discorreu sobre os principais problemas enfrentados pelos municípios brasileiros e apresentou uma série de sugestões para melhorar a gestão e o destino final dos resíduos sólidos, especialmente nas grandes cidades, objetivando preservar o meio ambiente e viabilizar o trabalho  dos catadores de material reciclável e das cooperativas de reciclagem, gerando emprego e lucro. No entender do palestrante, é fundamental o funcionamento de um sistema de coletiva seletiva, com a separação do material reciclável dos rejeitos, posteriormente encaminhados para os aterros sanitários.

Marcelo Motta também incentiva a geração de energia, a partir da incineração dos rejeitos, o que já é feito em Salvador, através do aproveiotamento do gás originado da degradação da matéria orgânica. Na capital, das cerca de 3 mil toneladas resíduos sólidos, coletadas diariamente, 45 % são destinados à reciclagem e 65 % despejados no aterro sanitário e transformadas em energia.

Os municípios de grande e médio porte têm, na sua maioria, agências reguladoras e fiscalizadora de serviços públicos e solução própria para a gestão dos resíduos sólidos. No caso dos pequenos municípios, Marcelo sugere a formação de consórcios intermunicipais para viabilizar a coleta e destinação final dos resíduos. No entender do palestrante, as Agências Reguladoras e Fiscalizadoras têm importância preponderante no processo de gestão dos resíduos sólidos. Para tanto, segundo Marcelo, as agências reguladoras devem mostrar, na pratica, que seu trabalho é útil para a sociedade, para o poder concedente e para as empresas que atuam nesse segmento.