Arsae-MG autoriza 15,13% de reajuste para concessionária que atua em Araújos 

118

A Arsae-MG publicou no dia 12 de agosto a Resolução 171/2022 que reajusta em 15,13% as tarifas de água e esgoto da Sanarj, concessionária que atua no município de Araújos. O reajuste foi feito com base em uma metodologia definida pelo Edital de Licitação que deu origem ao contrato assinado pela Sanarj e o município de Araújos em 2002. Essa metodologia contempla a variação do custo de pessoal, de energia elétrica e do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). A nova tarifa passou a valer a partir do dia 12 de setembro.

Como explica a gerente de Regulação Tarifária da Arsae-MG, Marina Trivelato, o reajuste aplicado visa somente à recomposição dos custos do prestador. E, para o próximo ano, a Agência tem a intenção de realizar uma Revisão Tarifária a fim de promover melhorias na metodologia de reajuste tarifário adotada pelo prestador, bem como avaliar a aderência das tarifas aos custos, incorporando mecanismos de incentivos tarifários, e promover mudanças na estrutura tarifária em vigor.  “A Revisão é o momento em que as tarifas são reconstruídas e quando são estruturados incentivos tarifários para expansão e melhoria dos serviços”, explica.

O convênio entre a Arsae-MG e a Prefeitura de Araújos (titular do serviço), assinado em março de 2022 – com duração de cinco anos – visa à regulação e a fiscalização da prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, cujo serviço é prestado pela empresa Sanarj. Na ocasião, a secretária de Meio Ambiente de Araújos, Diuly Mesquita, ressaltou a qualidade técnica da Arsae-MG, fundamental na decisão de escolha.

“Sabemos que a Agência faz uma regulação eficiente, então é isso que estamos buscando, pois pretendemos melhorar a prestação do serviço, já que essa é uma das maiores reivindicações da população. Temos alguns gargalos, como o problema do abastecimento, a falta de resposta por parte do prestador, e o processo de revisão tarifária, que não acontece desde 2003, inviabilizando investimentos”, afirmou.