ANEEL – Regulamenta medidores eletrônicos

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A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL aprovou, em sua 29ª Reunião Pública Ordinária, em 7 de agosto, a resolução que regulamenta os requisitos básicos para os sistemas de medição eletrônica de energia elétrica de unidades consumidoras do Grupo B (residencial rural e demais classes, exceto baixa renda e iluminação pública).

A expectativa é de que a decisão da Agência traga uma série de benefícios para os consumidores de energia – como a criação das condições para difundir a microgeração distribuída, ou seja, a possibilidade de que consumidores também atuem como pequenos geradores de fontes alternativas de energia. Além desse, outros benefícios que a medição eletrônica deve trazer ao consumidor são: o consumo mais eficiente de energia, já que o consumidor passará a ter mais informações sobre o seu perfil; a possibilidade de atendimento remoto pela concessionária; o melhor monitoramento da rede pela distribuidora, devido ao fluxo de comunicação consumidor-concessionária; a redução de perdas técnicas e não-técnicas; e a oferta de novos serviços aos consumidores.

Os medidores eletrônicos de energia elétrica representam um passo importante para a implantação das redes elétricas inteligentes no Brasil. O conceito de rede inteligente (smart grid, em inglês) constitui a infraestrutura que integra equipamentos e redes de comunicação de dados ao sistema de fornecimento de energia elétrica – o que, de acordo com o diretor relator do processo, André Pepitone da Nóbrega, transformará a rede elétrica existente numa verdadeira “internet de energia”, aliando transporte de elétrons e de informação. O diretor salientou que os fatores que impulsionaram o órgão regulador a estudar a implantação das redes inteligentes no Brasil foram à necessidade de melhorar a qualidade no serviço prestado de baixa tensão, bem como de reduzir as perdas no fornecimento de energia e os custos operacionais.

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Fonte: http://www.aneel.gov.br