ADASA – Técnicos da ADASA buscam Soluções para conter Deterioração do Ribeirão Sobradinho

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Em busca de soluções técnicas para “salvar” o ribeirão Sobradinho da continua deterioração durante os últimos 20 anos, o Grupo de Trabalho formado por técnicos ADASA, CAESB, SLU, IBRAM, AGEFIS, TERRACAP, Casa Civil do GDF, Administração de Sobradinho, Secretaria de Agricultura e Diretoria de Ensino inicia, ainda este mês, suas atividades. Durante as comemorações do Dia das Árvores (21/09), foi dada a largada, com o plantio das primeiras 60 mudas de árvores nativas do cerrado nas margens do ribeirão, que tem 25 quilômetros de extensão e desemboca no rio São Bartolomeu.

O foco do movimento, que conta com uma ampla adesão da comunidade local, estudantes e muitos técnicos do governo, é a conscientização ambiental e o desenvolvimento sustentável, atitudes que visam revitalizar os oito quilômetros do Ribeirão que sofrem as maiores pressões poluidoras.

O ribeirão Sobradinho, que nasce próximo ao condomínio Alto da Boa Vista, serve como receptor de efluentes da ETE da CAESB e tem grande importância para o lazer, a dessedentação de animais e irrigação de chácaras às suas margens. Nos 8 quilômetros que serão revitalizados para garantir a qualidade de suas águas, o ribeirão passa entre as áreas habitadas de Sobradinho I e II.

Segundo o Superintendente de Recursos Hídricos da ADASA, Rafael Melo, a situação atual do ribeirão é bastante preocupante, desde sua nascente. Existem grandes áreas desmatadas (responsáveis por erosões e assoreamentos), ocupações irregulares e ocorrências de depósitos de lixo jogados pela população, além do lançamento de esgoto tratado pela CAESB. Além disso, foram detectadas inúmeras captações irregulares.

A ADASA promete Rafael, atuará vigorosamente na fiscalização das captações irregulares, participará de junto a usuários para que se legalizem através de outorgas, no monitoramento da qualidade da água e na conscientização dos estudantes para que se evite jogar lixo na bacia. Para revitalizar o ribeirão Sobradinho, os técnicos esperam usar recursos de compensação ambiental para reformar parques e áreas verdes ao longo do ribeirão.

Fonte: www.adasa.df.gov.br