ADASA – Propõe Ampliar Proteção ao Lago Descoberto

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O Diretor Diógenes Mortari apresentou ao Grupo de Trabalho Descoberto Coberto, a proposta da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal- ADASA de ampliação das ações de proteção que estão sendo executadas, que passariam a englobar toda a bacia do rio Descoberto.

A intenção é garantir a disponibilidade e a qualidade da água do maior manancial de abastecimento público do Distrito Federal.

O projeto envolverá ações de revitalização e recuperação de áreas de proteção ambiental e reservas legais, conservação de solo, recuperação de estradas vicinais e pagamento por serviços ambientais, além de melhorias nos canais Rodeador e Jatobazinho. Segundo Diógenes, a ampliação atingirá uma área próxima a 30 mil hectares, tornando-se o maior projeto desta natureza em toda a região.

Estima-se que os investimentos, em 10 anos, cheguem a R$ 50 milhões e a formatação do projeto envolverá os atuais parceiros do Descoberto Coberto – ADASA, CAESB, IBRAM, Secretaria da Agricultura, Emater, Instituto Chico Mendes, Terracap, Ministério Público do DF e Territórios e a Associação Pró- Descoberto  .

A intenção da ADASA, coordenadora do GT Descoberto Coberto, é convocar novos parceiros, principalmente aqueles que já participam do Programa Produtor de Água no Pipiripau, como instituições universitárias e bancárias, organizações não governamentais, empresas de pesquisa e outros órgãos do GDF.

Apesar dos mecanismos legais de proteção, os órgãos responsáveis pela gestão das águas do Sistema Integrado do Rio Descoberto detectaram nos últimos anos o aumento do grau de degradação da bacia. Problemas ambientais como processos erosivos generalizados, impermeabilização do solo nas áreas urbanas, desmatamentos nas áreas de entorno, invasões das margens dos recursos hídricos por atividades agrícolas, além da expansão desenfreada da cidade de Águas Lindas exigiram do GDF a criação do projeto de recuperação da área, iniciado em 2009.

O entorno do Lago do Descoberto é ocupado por chácaras voltadas à produção de hortifrutigranjeiros e por reflorestamento de pinus e eucaliptos. Além disso, as pressões socioambientais, tais como especulação imobiliária, invasões, presença de animais, despejo de lixo, erosões, desmatamentos e destruição das cercas de proteção existentes, geram um impacto direto sobre o Lago.

A recuperação ambiental do lago – de 17 km² e capacidade de armazenar 102,3 hm³ de água – levou o GT a coordenar o plantio de139 mil árvores nativas do cerrado até o momento, criando uma faixa de proteção de 125 metros numa área de 1,3 mil hectares, financiado com recursos oriundos de multas e compensações ambientais e florestais pagas por empreendedores de Brasília.

Estão previstas para este ano, além da continuação do florestamento, ações de educação ambiental voltadas aos chacareiros da região para garantir a recuperação e proteção da vegetação nativa da área, indispensável à manutenção do lago.

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação/ ADASA