ADASA- Para Garantir Água a todos, ADASA media Conflito no Rio Preto

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Técnicos do Núcleo de Mediação de Conflitos da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal – ADASA, em apoio ao Comitê da Bacia Hidrográfica dos afluentes do Rio Preto, estão envolvidos na solução de disputas pelo uso da água do córrego Imburuçu que, devido às captações não autorizadas e o desrespeito ao instrumento de outorga geram a má distribuição da água, causando conflitos.

O Córrego do Imburuçu, pertencente à sub-bacia Ribeirão Extrema e deságua no Rio Preto. Suas águas atendem 10 famílias, que utilizam o recurso para irrigação, criação de animais e piscicultura. Os conflitos pelo uso da água se intensificam durante o período de estiagem, de abril a setembro.

Em agosto, a Superintendência de Recursos Hídricos da ADASA recebeu denúncias de que alguns usuários do Imbruruçu estavam captando água na nascente do córrego, prejudicando outros moradores a jusante (abaixo do corpo hídrico. Em operação fiscalizatória, os técnicos comprovaram a existência de irregularidades, com grande volume de água desviado na própria nascente, por meio de um canal construído em desacordo às normas da ADASA, provocando enorme perda hídrica.

Na tentativa de solucionar o problema, foi feita uma campanha de conscientização orientando os usuários a se associarem para regularização das captações. Segundo o Coordenador de Fiscalização de Recursos Hídricos da ADASA, Hudson Rocha, esta  primeira atitude,  educativa, evite que a persuasão ajuda na solução de casos desta natureza. “A Agência busca uma solução que atenda os interesses das partes. Algumas vezes, o problema está na forma de gerir o recurso e não na escassez dele. As captações não autorizadas e o desrespeito ao instrumento de outorga geram a má distribuição da água, causando conflitos”, explica Rocha.

No processo de valorizar as decisões compartilhadas entre os usuários, os técnicos do Núcleo de Mediação de Conflitos da ADASA, no encontro com os produtores, ressaltaram a necessidade de a comunidade participar da gestão desses recursos hídricos, inclusive na solução de conflitos entre as partes. Segundo a coordenadora do Núcleo, Samira Soares, “compartilhar a água é uma forma de exercer a convivência, os envolvidos tem uma consciência da interdependência entre eles, da relevância do relacionamento de vizinhança. Nessa união é possível encontrar as soluções para os problemas, direcionando as ações dos órgãos do Poder Público”, afirmou.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação/ADASA