ADASA – ADASA estuda recarga artificial de aquíferos

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Técnicos da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) da ADASA estudam a revisão da Resolução 350/2006, que estabelece os critérios de outorga do direito de uso dos Recursos Hídricos no Distrito Federal. A proposta tem como um dos objetivos abordar um tema que ainda não está regulado pela Agência – a recarga artificial de aquíferos- com o uso de processos de injeção de água por meio de estruturas criadas especialmente para este fim.

Com o advento dos cerca de 600 condomínios habitacionais em todo o DF, a maioria utilizando água subterrânea para sua subsistência, a condição de disponibilidade hídrica pode ficar comprometida. A recuperação dos aquíferos, utilizando recarga com água de chuva, é uma das alternativas de aumentar a disponibilidade onde a situação se encontra mais crítica.

O DF depende muito das águas subterrâneas, pois as superficiais são alimentadas, em parte, pelos aquíferos principalmente na estação da seca, que é longa. Paralelamente, as disponibilidades dos recursos hídricos superficiais têm suas limitações.Situado numa região alta e de nascentes, com rios de baixa vazão, o DF se torna cada vez mais dependente dos aquíferos.

As chapadas elevadas, consideradas áreas de recarga natural dos aquíferos, estão sendo cada vez mais ocupadas por condomínios, que provocam a impermeabilização do solo, reduzindo a infiltração das águas e comprometendo a disponibilidade hídrica em locais onde há explotação significativa das águas subterrâneas.

Ao regular este tema, salienta a servidora Monica Caltabiano, a ADASA coloca o DF em posição de vanguarda entre os demais Estados na defesa dos recursos hídricos subterrâneos. Segundo ela, com esta nova ferramenta de gestão, a ADASA passa a controlar mais eficientemente o uso da água subterrânea, garantindo a disponibilidade hídrica a todos os usuários que dela necessitem.

A proposta de Resolução, ainda em fase de revisão técnica, será colocada futuramente a consulta pública, pela internet, antes de sua publicação.

Fonte: ADASA

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