ABAR troca experiências com associação dos EUA

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Washington – Uma boa troca de experiências foi o resultado obtido em visita que o Presidente da ABAR, José Luiz dos Santos, realizou aos Estados Unidos, para, entre outros objetivos, conhecer de perto a associação norte-americana equivalente, a NARUC – National Association of Regulatory Utility Comissioners. Santos debateu as bases de um convênio de cooperação entre as duas entidades, que deverá ser assinado, em setembro, durante o VII Congresso Brasileiro de Regulação, em Brasília.

Os contatos ocorreram durante uma viagem de estudo financiada por recursos do Convênio da NARUC com a EPA (Agência de Proteção Ambiental da América), originados do Fundo “Global Methane Initiative”, ou seja, sem custo para a ABAR, e tinha como foco principal conhecer as ações que estão sendo desenvolvidas para aproveitamento energético do gás metano oriundo de aterros sanitários.

Além da delegação da ABAR, formada por seu presidente e os representantes da Câmara Técnica de Saneamento, Marcos Helano Montenegro (Adasa) e Alceu de Castro Galvão (Arce), estiveram na programação, Silvano Silvério da Costa (Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente); Tiago Abdom de Melo (representante da FEAM Fundação de Meio Ambiente de Minas Gerais); Adailton Ferreira Trindade, (Gerente de Infra-estrutura de Saneamento da Caixa Econômica); Osmar de Oliveira Dias (Coordenador de Resíduo Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Luciana Serrão Sampaio, da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A viagem foi coordenada por Matt Gardener, da NARUC.

Para José Luiz Lins, a viagem para Washington, realizada entre os dias 12 e 16 de fevereiro, “foi muito importante do ponto de vista da ampliação dos contatos necessários à consolidação do papel da ABAR como entidade representativa dos reguladores brasileiros”. Ele manteve encontro com vários organismos nos quais foi discutida a questão dos resíduos sólidos, com enfoque especial no aproveitamento energético do gás metano oriundo dos aterros sanitários, entre os quais o BID, Embaixada do Brasil, SWANA (associação de técnicos americanos envolvidos com a questão dos resíduos sólidos) e a EPA(Agência Americana de Proteção Ambiental). “Os norte-americanos já utilizam a regulação como método há cerca de um século e, neste sentido, a aproximação entre a ABAR e a NARUC deve ser de grande utilidade para nós”, comentou Santos.

Em relação ao tema de discussão do encontro, o presidente afirmou que a redução da emissão do gás metano na atmosfera é de extrema importância para a qualidade de vida das gerações futuras, já que afeta diretamente a camada de ozônio. Segundo ele, já foram realizados dois seminários sobre o assunto, em promoção conjunta da ABAR-NARUC, no Rio de Janeiro e em Brasília para discutir possíveis soluções para essa questão. “Na programação, foram visitados dois aterros sanitários que já possuem usinas de geração de energia a partir do gás metano ali produzido. No Brasil já existem alguns modelos em teste, mas é importante conhecer outras experiências de sucesso, afirmou o Presidente. Ao final da programação houve uma avaliação final da viagem com os participantes.

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