Consórcio PCJ e ARES-PCJ lançam animação sobre água e saneamento

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O Consórcio PCJ e a Agência Reguladora ARES-PCJ promoveram na sexta-feira, 6/11, o evento online “Bate-Papo Educomunicação e Saneamento”, sobre a importância da comunicação e da educação ambiental no processo de sensibilização da comunidade e melhoria dos serviços de atendimento de água e esgoto nas cidades. Na ocasião também foi lançada a primeira animação da Turma do Lamba, mascote do Programa de Educação e Sensibilização Ambiental do Consórcio PCJ, tendo como objetivo sensibilizar sobre a importância da gestão de resíduos para o saneamento e os recursos hídricos.

O Bate-papo foi mediado pelo coordenador de comunicação do Instituto Trata Brasil, Rubens Filho, e contou com as participações de Ariella Montebello da Prefeitura de Saltinho e representante dos Comitês PCJ, Débora Fonseca, analista de Regulação e Fiscalização da ARES-PCJ, e Renata Maranhão, coordenadora de Capacitação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A abertura do evento foi feita pelo Diretor Geral da ARES-PCJ, Dalto Brochi, pelo secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, e pela gerente técnica da entidade, Andréa Borges.

Andréa iniciou as falas de abertura atentando para o projeto Saneamento é mais (+), uma parceria com a ARES-PCJ, que irá promover no próximo ano um concurso cultural nas escolas das áreas de abrangência da agência e do Consórcio PCJ e que a animação da Turma do Lamba será muito importante nesse processo de engajamento. “A animação é uma poderosa ferramenta de educomunicação e sensibilização”, disse.

O Diretor Geral da ARES-PCJ também destacou a abrangência do projeto, que deverá chegar a 58 municípios atendidos pela agência, extrapolando os limites das Bacias PCJ, já que a ARES possui municípios consorciados de outras bacias hidrográficas e atentou para  a necessidade de se debater a gestão de resíduos. “Esse tema é muito importante para nós, já que estamos nos preparando para iniciar a regulação e fiscalização de resíduos em nossos municípios consorciados. Esse projeto vai nos ajudar muito nesse processo de divulgação dessas novas atividades”, comentou Brochi.

O secretário executivo do Consórcio PCJ atentou que as novas legislações recentemente aprovadas terão na educação ambiental uma ação estratégica para orientar técnicos e educadores nas ações de sensibilização e políticas públicas voltadas para recursos hídricos e saneamento. “O novo marco regulatório do saneamento vai passar a diretriz de como educadores deverão trabalhar os temas saneamento integrado à gestão de recursos hídricos promovendo esse casamento dessas duas áreas de forma eficaz”, disse Lahóz.

Durante o bate-papo, a representante dos Comitês PCJ pontuou sobre a necessidade de estabelecer estratégias para sensibilizar a comunidade sobre a correta destinação da gestão de resíduos, especialmente sobre o lançamento em redes de água e esgoto. “A população desconhece os impactos do descarte de resíduos nas redes pluviais e de esgotos nas cidades, mas sente os impactos, sobretudo, com entupimentos nas tubulações. Outra questão é o impacto ambiental, já que muitos desses resíduos acabam indo contaminar rios e ribeirões”, expôs Ariela.

Renata Maranhão defendeu a educação ambiental no processo de trabalhar a informação. Segundo ela não basta apenas a população ter a informação é preciso transformá-la em capacitação para gerar sensibilização. A coordenadora da ANA ainda pontuou sobre o princípio da responsabilidade compartilhada. “É preciso reforçar o princípio de responsabilidade compartilhada da Política de Nacional de Resíduos Sólidos sem cair na armadilha de quando tudo é responsabilidade de todos e ninguém se responsabiliza por nada. A educação Ambiental pode auxiliar nesse processo de sensibilizar sobre o papel de cada um e sua responsabilidade na gestão de resíduos, água e saneamento”, atentou.

A analista da ARES-PCJ também enalteceu a importância dos dois pilares: educação ambiental e investimentos em saneamento em busca da universalização do serviço. “Nós precisamos de investimentos contínuos e consistentes e de uma educação ambiental formal e informal constante, não basta ter ações pontuais, precisamos de políticas de educação ambiental em todos os municípios”, comentou Débora.

Finalizando os debates, Renata voltou a defender que a educação tem a capacidade de conectar temas e pessoas. “A educação pode conectar planejamento, as políticas e as diversas pessoas e instituições, possibilitando que as metas desse planejamento sejam evidentemente alcançadas. A Educomunicação é um contraponto, é uma forma de vermos temas diferentes, o que podemos fazer como pessoas, como podemos construir esse novo normal e novos modelos”, finalizou.

A primeira animação da Turma do Lamba pode ser acessada aqui.