Aresc acompanha medidas operacionais em municípios

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A Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc) continua acompanhando a operação e a manutenção do sistema de abastecimento público de todo o Estado. Na última semana, uma Equipe técnica esteve também realizando fiscalização emergencial nos municípios de Araquari, região Norte, e em São Martinho, no Sul de Santa Catarina.

Assim como ocorre com a quase totalidade dos municípios catarinenses neste período, ambos passam por situação de escassez hídrica, uma vez que o déficit de chuva persiste e os mananciais de captação estão bastante abaixo dos seus níveis habituais e considerados normais.

Situação em Araquari

Durante atividades de monitoramento das ações da Casan para amenizar os impactos da estiagem e consequente desabastecimento, a equipe do órgão regulador vistoriou locais que estão sendo ampliados ou que tiveram melhorias no período, tanto para situações similares futuras quanto para a melhora imediata do sistema de abastecimento do município.

Destaca-se que o bairro Itinga, próximo à divisa com o município de Joinville, sofreu as maiores perdas de abastecimento de água, pois parte desta região é abastecida pelo Rio Piraí (proveniente do SAA de Joinville), está com nível baixo, o que acaba ocasionando racionamento em alguns períodos, segundo informações da Casan de Araquari. Para driblar a situação, caminhões-pipa foram contratados para levar água até as áreas mais altas do bairro; instalação de um booster próximo às margens da rodovia BR-280, com o objetivo de aumentar a pressurização na rede da área central da cidade, ampliação de rede interligção de reservatórios e a instalação de 4 registros para possíveis manobras emergenciais, foram algumas ações executadas.

Situação em São Martinho

O município localizado a aproximadamente 40 Km do município de Tubarão, Sul do Estado, durante vistoria foi visto que a vazão de seu principal curso d’água para captação – o rio Cachoeira- estava em aproximadamente 70% abaixo da normal histórica. Técnicos da Casan criaram um alerta para monitoramento e elaboraram possíveis alternativas para uma escassez hídrica que pudesse prejudicar o abastecimento das cerca de 300 residências atendidas pelo sistema de abastecimento da cidade. Ainda assim nenhuma mudança foi realizada até então, pois a vazão de 1,8 L/s que é necessária ao pleno funcionamento deste Sistema é garantida pelo rio Cachoeira, mesmo ele estando com apenas um terço de sua vazão normal, já que 6 m³/h de água para o abastecimento são suficientes, segundo informações da Concessionária.