ADASA é destaque em congresso mundial sobre mediação

649

Confidencialidade, competência, imparcialidade, autonomia, respeito à ordem pública e às leis vigentes, empoderamento das partes, validação e economia de recursos. Na vanguarda da mediação no setor da regulação, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) foi destaque na oitava edição do Congresso Mundial de Mediação, que ocorreu entre os dias 20 e 25 de novembro, na mais ocidental das capitais africanas, Dakar, no Senegal. Na ocasião, a Agência comemorou uma grande conquista: ter sido a única, em âmbito mundial, a ter dois artigos aceitos e apresentados em painel.

Em sua primeira edição fora da América e da Europa, a escolha do Senegal para a realização deste evento foi emblemática, não somente porque o país receberá o Fórum Mundial da Água em 2021, após a edição brasileira em 2018, mas também pelo fato de nos seis meses de estiagem, de novembro a maio, a precipitação de chuvas não chegar sequer a 1 mm. Ali, negociar o uso da água é questão de sobrevivência.

Palestras e oficinas foram ministradas por especialistas de Espanha, Argentina, México, Senegal, Tunísia, Brasil e Chile. Uma oportunidade para profissionais se reunirem e compartilharem seus conhecimentos teóricos e práticos.

Samira Iasbeck, reguladora, advogada e mediadora da Ouvidoria da Adasa, representou a autarquia no congresso. “Participar desse evento é uma forma que nós temos de avaliar nosso trabalho. E ter dois artigos selecionados foi um importante reconhecimento de nossos esforços (de conciliação)”, afirmou Samira.

Buscando resolver conflitos de maneira rápida e eficiente, a mediação tem se mostrado cada vez mais presente em orgãos públicos e privados. Em se tratando da prática da conciliação dentro de agências reguladoras, a Adasa foi uma das pioneiras no assunto. Com um núcleo de mediação criado em 2012 (antes mesmo da profissão de mediador ter sido regulamentada), o orgão tem caminhado para, cada vez mais, transformar conflitos em conhecimentos institucionais.

“Esse é um processo que nos auxilia na melhoria de normas e resoluções dentro da própria empresa. Assim, podemos estabelecer soluções que sejam mais coerentes com a realidade e as demandas sociais.”, explicou Samira.

Sobre o congresso
Com realização anual, o congresso vem contando com a adesão de muitos profissionais atuantes na área de mediação de conflitos, dentro das suas mais variadas aplicações. Em 2016, foram mais de 1.300 participações. Os resultados desta edição ainda estão sendo computados.

Com objetivo de democratizar a prática da mediação, identificar suas contribuições para a humanidade e, principalmente, consolidar uma rede internacional de troca de informações, vivências e métodos, esse evento já se prepara para sua próxima etapa, na Argentina, em 2018.