Níveis de consumo para o fim do racionamento no DF garantem a segurança hídrica, diz diretor da ADASA

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Após apresentação de estudos técnicos, o diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal, Paulo Salles, disse que os níveis de consumo estabelecidos para a Caesb e irrigantes, na resolução publicada no Diário Oficial de sexta-feira (4/5), marcando o fim do racionamento, a partir de 15 de junho, garantem o equilíbrio para a segurança hídrica e a minimização dos problemas causados até agora para uma boa parte da população.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (4/5), Salles disse que não acredita na necessidade de um novo racionamento, apesar dos níveis de chuva no reservatório do Descoberto estarem abaixo da média histórica. “Nós confiamos que não será necessário. Há muitos elementos que nos permitem essa segurança, como as novas fontes de abastecimento do Paranoá e do Bananal e também o trabalho junto aos irrigantes para o consumo mais racional”.

Pelas simulações apresentadas, se o consumo voltasse aos índices anteriores ao racionamento, o nível do Descoberto, responsável por 64% do abastecimento no DF, ficaria negativo. Com a ampliação da captação pela Caesb de 3,3 para 4,3 metros cúbicos e o aumento autorizado de retirada de água dos córregos, pelos irrigantes, por 6 horas diárias- conforme estabelece a Resolução n° 8 da Adasa –  o volume útil do reservatório deve chegar ao limite mínimo de 21,9%.

De acordo com a Resolução,  caso os dados da curva de referência estabelecendo o nível dos reservatórios até o final do ano se afastem da trajetória, a Adasa poderá adotar medidas para seja mantido o traçado original.

“Nós vivemos um período de muita incerteza climática. Temos que manter a população alerta e ciente de poupar muito a água, de forma a garantir a manutenção da curva e chegar até o próximo período chuvoso em segurança, ressaltou Salles.

Ele informou que após o término do racionamento haverá reuniões mensais com a Caesb, Seagri e Emater e periodicamente com o Grupo de Acompanhamento para avaliar o consumo,  além de campanhas publicitárias e outras iniciativas que garantam a segurança hídrica no período de estiagem.