ANTAQ e DNIT debatem sobre obras em rios durante Café Hidroviário

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A ANTAQ, em parceria com o Movimento Pró-Logística, realizou, nesta quarta-feira (27), mais uma edição do Café Hidroviário. O evento aconteceu na sede da Agência, em Brasília, e contou com a participação de representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), de empresários, entre outros.

Os derrocamentos do Pedral do Lourenço e do Pedral de Nova Avanhandava e a dragagem do Rio Madeira foram alguns dos assuntos discutidos durante o encontro, que tem como objetivo a troca e o alinhamento de informações entre os participantes.

O coordenador de Obras Hidroviárias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), André Cardoso, informou que as obras do derrocamento do Pedral do Lourenço devem ser iniciadas em março de 2020. Isso porque há alguns trâmites, principalmente relacionados ao meio ambiente, que precisam ser finalizados. A expectativa é que as obras terminem no final de 2022.

Com o derrocamento, haverá aumento da navegabilidade da Hidrovia Tocantins-Araguaia e facilitará o escoamento da produção do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso. O valor do investimento é de R$ 520 milhões. Organizador do evento, o diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou que a Agência está à disposição para dar celeridade ao início das obras. “É um projeto complexo, e mobilizações são necessárias”, afirmou.

Localizado entre a Ilha do Bogea e Santa Terezinha do Tauri, no Pará, o Pedral do Lourenço tem 43 quilômetros de extensão. Conforme o DNIT, com o seu derrocamento, a expectativa é que o tráfego de embarcações e comboios seja viável durante todo o ano, em um trecho de 500 quilômetros que vai de Marabá até o porto de Vila do Conde, em Barcarena. Após a remoção das rochas, será aberto um canal navegável de cerca de 140 metros de largura no trecho.

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