ADASA: Gestão assegura o fim do racionamento com responsabilidade compartilhada

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Estudos e simulações realizados pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), foram fundamentais para a decisão sobre o fim do racionamento de água (nesta sexta-feira, 15/06), permitindo autorizar com segurança, a partir de agora, a captação de 4,3 mil litros por segundo para o abastecimento urbano e cerca de 1 mil L/s para os irrigantes, na parte alta da bacia do Descoberto quantidades inferiores ao que era praticado no período que antecedeu o racionamento, de 5 mil e 2 mil litros, respectivamente.

Para o reservatório do Descoberto, responsável por mais de 60% do abastecimento no DF, as simulações consideraram o volume útil atual, em torno de 93%, bem acima do nível registrado no mesmo período do ano passado (54%); a quantidade de chuvas; a vazão de seus afluentes; e as captações executadas pela Caesb e pelos agricultores da bacia. A conclusão foi de que, obedecidas as autorizações de captação, o nível do Descoberto, em novembro, no início do próximo período chuvoso, não ficará abaixo de 20%. No caso do reservatório do Santa Maria, o volume útil armazenado ficará acima de 30%.

A curva de referência definida pela Adasa é utilizada como ferramenta de apoio à gestão dos recursos hídricos na bacia, por meio da qual se estabelecem os volumes que devem ser observados nos próximos meses. Se os valores observados estiverem abaixo do previsto, novas regras de gestão podem ser adotadas.

O gráfico abaixo  ilustra a importância das restrições de captação no período do racionamento. Sem uma gestão eficiente, grande parte dos brasilienses poderia ter ficado um longo período sem abastecimento.

Imagem: ADASA

As novas captações da Caesb e as melhorias no uso da água pelos agricultores também contribuíram imensamente para o fim do racionamento, porém, é importante que a sociedade mantenha o consumo consciente da água, no campo e na cidade.