Consumo de energia volta a crescer em setembro

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Segundo a CCEE, na primeira quinzena o consumo nacional teve alta de 2,5% e a geração de energia de 3,4%

A trajetória de aumento no consumo de energia continua, segundo acompanhamento da CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Na primeira quinzena de setembro, em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 2,5%, o que demonstra a tendência de retomada das atividades econômicas.

O volume de energia consumido nos primeiros quinze dias do mês foi de 63.660 MW médios, contra 62.113 MW médios verificados de 2019. No mercado regulado, o consumo manteve-se estável em setembro, com alta mínima de 0,1%, somando 43.343 MW médios. Já no mercado livre, o avanço foi de 7,9%, chegando a 20.318 MW médios.

De acordo com a CCEE, sem contar as migrações para o mercado livre, o ACR teria alta de 2,2% e o ACL, uma elevação de 3,2%. Os autoprodutores ampliaram seu consumo em 6,35%, para 2245 MW médios.

Mesmo com a retomada, setores mais afetados pela pandemia ainda mostram queda no consumo, embora em níveis menores do que nos meses anteriores. Nesse caso, o pior foi registrado na indústria de veículos (-5%), seguido por serviços (-4,3%) e transportes (-3,5%).

A maioria dos setores, porém, registrou aumento de consumo: saneamento (28,2%), comércio (20,6%) e bebidas (14,6%). Segundo avaliação da CCEE, parte desse aumento nos setores está diretamente vinculado à migração dos consumidores para o ACL. O setor de saneamento, aliás, é recordista em migrações. Em julho, último levantamento da CCEE, as empresas de saneamento tinham registrado 324 unidades consumidoras habilitadas para negociar no ACL, volume 75% superior ao apresentado no mesmo mês de 2019.

Já em geração de energia, o avanço foi de 3,4% na primeira metade de setembro, ante mesmo período de 2019, partindo de 64.450 MW médios para 66.621 MW médios. O destaque ficou por conta da elevação na produção das usinas hidrelétricas (16,7%), eólicas (12,6%) e fotovoltaicas (24,2%). Apenas as usinas térmicas apresentaram queda em sua geração (-36,8%), incluindo a biomassa, que vinha apresentando elevação de geração nos últimos meses.