Entrevista com Luigi Troisi

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Conheça a história de Luigi Eduardo Troisi à frente da vice-presidência sudeste da ABAR

Economista, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com pós graduação em Direito Administrativo pela Universidade Cândido Mendes e com MBA em processo legislativo no Instituto Brasileiro de Gestão de Negócios. Em maio de 2012, assumiu o cargo de conselheiro diretor da Agência de Regulação de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) reconduzido, por unanimidade, pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em 2016. Em 2017 assumiu a diretoria da Associação Brasileira as Agências de Regulação (ABAR).  Em julho de 2019 assumiu a presidência da autarquia até o encerramento do seu segundo mandato. Em dezembro do mesmo ano, assumiu a vice-presidência sudeste ABAR.  E é sobre essa trajetória que Luigi Triosi fala em sua entrevista.

ABAR: Quais os maiores desafios enfrentados frente à vice presidência sudeste da ABAR?

 Luigi:  O maior desafio foi de participar do debate sobre as ações e o papel das nossas afiliadas em relação à pandemia ocasionada pelo COVID-19. A troca de experiências foi fundamental e me ajudou nas medidas que tomei na Agenersa durante esse momento difícil que estamos vivendo.

ABAR:  O senhor teve alguma frustração nesse tempo?

Luigi:   Sim e a maior delas foi a não realização das Câmaras Técnicas de Brasília, no mês de março. Preparamos um cardápio de palestras que, certamente, fomentaria muito o debate regulatório atual, no entanto, foi a melhor decisão para a preservação da saúde de todos.

ABAR: Quais os maiores feitos na vice-presidência sudeste?

Luigi: Como diretor da ABAR, participei ativamente das discussões e sugestões à Lei do Gás e a abertura desse mercado, ao Projeto de Lei do novo Marco Regulatório do saneamento e da PL 6621 de 2016, onde pude acompanhar de perto e ver a materialização de grande parte das ideias defendidas pela ABAR com a publicação da Lei  13.848/ 2019, a nova lei das agências. Outro desafio importante foi assumir e dar continuidade ao excelente trabalho do Gustavo Gastão, a coordenação da Câmara Técnica Jurídico-Institucional da nossa Associação. Como diz o presidente Fernando Franco, as Câmaras Técnicas representam o coração da ABAR.  Na CTJI, trouxemos para o debate grandes nomes da regulação assim como reguladores, que fomentaram temas polêmicos e de interesse geral.

ABAR: O senhor teve algum momento marcante em sua trajetória?

Luigi: Penso que a mudança na logística das Câmaras Técnicas foi uma importante contribuição. As reuniões conjuntas trouxeram o debate de temas que envolvem vários campos da regulação. Esse rompimento da tradição de realizar reuniões estanques, penso que foi um avanço importante na qualidade e no intercâmbio de experiências regulatórias. Outro momento importante foi o último congresso da ABAR realizado em Maceió. Um congresso de difícil organização, mas que obteve um enorme sucesso. Além de mediar grandes juristas brasileiros, ainda tive a alegria de assistir ao reconhecimento da ABAR, ao premiar dois servidores da Agenersa, Jorge Calfo e dra. Flavine Mendes por serviços prestados à regulação brasileira.

ABAR: Qual mensagem o senhor gostaria de deixar para a comunidade reguladora?

Luigi: Foi uma honra muito grande ter participado ativamente da ABAR. Fiz grandes amizades, conheci profissionais brilhantes, altamente capacitados e comprometidos com a Administração Pública. Foi muito bom ver o amadurecimento das Câmaras Técnicas de Gás e Jurídica que já podem ser consideradas referência assim como a Câmara de Saneamento já o era. Que esses excelentes diretores e aqueles que os sucederem, continuem trabalhando por uma ABAR forte, representativa e unida.

Quero agradecer imensamente a confiança do presidente Fernando Franco, agradecer ao nosso Secretário Executivo Silvio Diniz, a todos os funcionários, aos diretores e as palavras de homenagem que recebi ao fim do meu mandato e que tanto me emocionaram.