ABAR promove seu terceiro Webinar em tempos de pandemia

2

O seminário teve como tema o Nível Econômico de Perdas Comerciais e Reais no Abastecimento de Água

 

Em cumprimento às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a prevenção à disseminação da COVID-19 (coronavírus), a Associação Brasileira das Agências de Regulação (ABAR) promoveu seu terceiro Webinar gratuito para as agências associadas e o público em geral.

Com a temática “Nível Econômico de Perdas Comerciais e Reais no Abastecimento de Água”, o evento foi  mediado pelo gerente de análise tarifária na Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) , Luiz Antônio de Oliveira Júnior e debatido pela Coordenadora do ProEESA 2 – Projeto de Eficiência Energética em Sistemas de Abastecimento de Água AKUT ao serviço da GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério de Desenvolvimento Regional do Brasil, Rita Cavaleiro de Ferreira,  pelo Consultor do ProEESA 2 – Projeto de Eficiência Energética em Sistemas de Abastecimento de Água AKUT ao serviço da GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério de Desenvolvimento Regional do Brasil, Fernando Daniel Finger e pelo Engenheiro de Desenvolvimento Operacional da Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR),Marcelo Dalcul Depexe.

O debate foi dividido em quatro etapas, explanadas pelos palestrantes. Na introdução, Rita Cavaleiro comentou a necessidade de se dar melhores bases técnicas para um diálogo entre regulador e prestação de serviço “É preciso definir metas de programas de redução de perdas”, afirma ela.

A segunda parte do debate foi apresentada por Marcelo Depexe que falou sobre as fortalezas e fragilidades do modelo de perdas de água. “A maior fortaleza do modelo é sua clareza na lógica e a quantificação econômica dos custos e benefícios da água”, afirma ele que contrapôs a fragilidade do modelo afirmando que “As perdas comerciais são abordadas na vertente de perdas aparentes. Falta contemplar o volume de fraudes e abastecimentos irregulares”.

Com o tema, “o nível econômico de perdas aparentes e perdas reais”, Fernando Finger apresentou suas considerações e defendeu que o maior desafio do modelo é “descobrir a diferença entre receitas e custos para maximizar os recursos financeiros”.

Ao final, o mediador Luiz Antônio agradeceu a participação de todos, inclusive de Fábio Augusto Alho, presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) e Vice-Presidente Norte da ABAR. Luiz enfatizou, também, a presença de  Alan Wyatt, o idealizador da metodologia do nível econômico de perdas de água. Ele, que participou de todo o Webinar, afirmou que o nosso país tem um papel significativo na metodologia, já que possui um sistema de regulação forte e seguro. “O Brasil vem fazendo grandes esforços quanto á perda de água na ótica financeira. O modelo que apresentei é ajustável e espero que trabalhemos para que seja cada dia mais consistente”, declarou Wyatt.

O seminário aconteceu na última quarta-feira (6) e contou com a presença, online, com mais de 200 participantes. Acesse o conteúdo completo clicando aqui