Arsal: Transportadores intermunicipais têm respeitado decreto de paralisação

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Somente o transporte de profissionais dos serviços básicos é permitido

A quarentena tem trazido o efeito desejado: o achatamento da curva do novo coronavírus, e a prova disto é que em 48h Alagoas permanece com o mesmo número de casos de pessoas infectadas. Uma luta em conjunto do Governo do Estado com a sociedade. No que compete à Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal), os esforços não param, e um dos resultados é a suspensão da totalidade dos veículos que compõe o Sistema de Transporte Intermunicipal de Passageiros, com exceção dos que transportam trabalhadores dos serviços essenciais. Até a última sexta-feira (21) nenhum veículo autorizado pela Agência foi flagrado realizando o tipo de transporte.

Atendendo ao decreto Nº 69.541, de 19 de março de 2020, a Arsal tem atuado fortemente para coibir quaisquer veículo que descumprir o decreto, no período de 10 dias, a partir do dia 21.

Diariamente os agentes de apoio da Gerência de Transporte estão nas rodovias atuando em conjunto com BPRv,  BPTran, SMTT/Maceió e a Guarda Municipal da Capital.

De acordo com o coordenador de fiscalização de transporte da Arsal, Marcio Gouveia, de maneira geral, o fluxo nas rodovias estaduais diminuiu muito. Segundo ele, os alagoanos estão sensíveis à causa e, especificamente, o transporte público entre os municípios está parado, salvo algumas exceções.

“Logo no início do decreto, muitos transportadores desobedeceram e nós tivemos que autuar. Isto teve uma grande repercussão entre eles, que então perceberam a seriedade desta situação, e resolveram parar. A exemplo de hoje. Na manhã desta sexta-feira nenhum veículo do sistema intermunicipal foi flagrado nas blitzes”, afirmou Gouveia.

Ronaldo Medeiros, diretor-presidente da Arsal, tem acompanhado pessoalmente às fiscalizações e garante à sociedade Alagoana que a Agência libera profissionais dos serviços básicos, assim como pessoas que necessitem de atendimento de saúde.

“Às medidas tomadas, com base no decreto governamental, são para proteger a sociedade. Todos nós estamos preocupados com a pandemia do coronavírus, e só há uma forma de conter esta ameaça: é se todas as pessoas ficarem em casa. Logicamente têm exceções, profissionais da saúde, os que trabalham com comida, os coletam resíduos, além de outros. Esta paralisação tem um único intuito: a proteção de vidas. Se todos cooperarem, brevemente vamos sair desta. Nós da Arsal estamos fazendo a nossa parte”, pontuou Ronaldo Medeiros.