ABAR destaca necessidade de aumentar investimento para reaproveitar resíduos sólidos

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Foto: Cidiane Carvalho

A necessidade de atrair mais investimentos e aumentar o reaproveitamento de resíduos sólidos, especialmente nos municípios menores do Brasil foi o tema de debate de abertura do Seminário de Apresentação de Resultados e Discussão do Projeto PPI em Resíduos Sólidos, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional nesta terça-feira, 03. O evento foi prestigiado pelo Vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação, Jorge Werneck.

Segundo o vice-presidente, resíduos sólidos são uma agenda de grande complexidade e que ainda há muito o que se fazer para a melhoria do setor para atrair investimentos e melhorar a regulação. “Ainda são muitos os municípios que não têm uma estrutura adequada para lidar com essa situação. Boa parte dos resíduos ainda não é depositada de forma adequada. Temos baixos índices de reaproveitamento pensando no conceito de economia circular”, disse.

Para Werneck, é fundamental que se criem grupos de trabalho específicos de consultoria para gerar documentos, marcos que possam ajudar no fortalecimento do setor, na criação de um arcabouço legal e regulatório para que os investimentos possam evoluir nesse setor de saneamento.

A expectativa, de acordo com Werneck, é fazer um grande levantamento sobre o setor tanto na escala nacional quanto internacional. “Esses resultados serão apresentados e discutidos e espero realmente que consigamos sair com documentos e ações planejadas para o fortalecimento do setor”.

O Coordenador-Geral de Regulação e Arranjos Institucionais do Ministério de Desenvolvimento Regional, Silvano da Costa, estão concluindo a última etapa do acordo entre Brasil e França. “Essa parceria permitiu elaborar os modelos de regulação e o manejo de resíduos sólidos urbanos. Resultou num termo de convênio que permitirá a contratação de consultoria para acompanhamento da implantação dos projetos de regulação elaborados”.

O representante da Expertise France, Nicolas Bourlon, explicou que a França irá acompanhar e também contribuirá financeiramente na implementação de projetos modelos criados durante a parceria Brasil e França nos quase 16 meses de parceria. “Elaboramos um eixo que envolveu cooperação técnica, intercâmbio, capacitação e agora vamos apoiar os estudos-pilotos”.

Ainda participaram da mesa de abertura representantes da Embaixada da França, Francoise Meteyer; da Agência Francesa de Desenvolvimento, Lamine Sow; da Caixa Econômica Federal, Alexandre Cayres; e da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimento, Martha Seiliier.

Matéria: Cidiane Carvalho