Dívidas com a Arce poderão ser parceladas

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Na manhã da última quinta-feira (12), a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alce) aprovou a Mensagem de Lei nº 8.464, que disciplina “o parcelamento de débitos vencidos perante a Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce)”. Nesse contexto, o Projeto de Lei abrange que toda e qualquer dívida, proveniente de pessoa física ou jurídica, vencida há mais de 90 dias, estará apta para ser parcelada, mediante critérios específicos. A iniciativa garante, dessa forma, uma facilidade tanto para os regulados (empresas de ônibus, cooperativas e demais concessionárias de serviços públicos) quitarem suas dívidas, como para a Agência Cearense, no que concerne ao recolhimento destes débitos.

Ainda conforme a referida mensagem, no caso de valores iguais ou inferiores a 480 Unidades Fiscais de Referência do Ceará (Ufirce), o equivalente hoje a R$ 2.045,14, estes poderão ser parcelados em até 12 vezes mensais e sucessivas, não podendo ser a parcela inferior a 40 Ufirce (R$ 170,43). Já nos casos em que hajam débitos superiores a 480 ufirce, o parcelamento poderá ser feito em até 24 vezes, obedecendo o restante dos critérios supracitados (parcelas mensais e sucessivas, não podendo ser a parcela inferior a 40 Ufirce). Ao valor de cada pagamento será acrescido juros de 1% ao mês.

Importante salientar que, aqueles tiverem interesse em fazer o parcelamento de determinada dívida, deverão abdicar de quaisquer impugnações ou recursos administrativos e ações judiciais que tenham por objeto os débitos que serão parcelados. “Após sancionada, esta Lei se traduzirá como uma importante ferramenta para a quitação de dívidas junto a Arce. É importante lembrar que a iniciativa não tem o objetivo de dar descontos ou abonos, mas apenas facilitar o pagamento. Caso estes parcelamentos não sejam respeitados, os critérios mudam se o portador da dívida solicitar um reparcelamento”, informa o presidente do conselho diretor da Arce, Hélio Winston Leitão.

Conforme Winston, o reparcelamento de uma dívida está sujeito ao pagamento de 25% do total dos débitos consolidados, como primeira parcela, a qual deverá ser paga em até 48 horas após a solicitação. “Se a empresa, ou pessoa física, não efetuar os pagamentos oriundos do reparcelamento, o critério muda novamente. Dessa vez, será necessário que o portador da dívida pague, como primeira parcela do novo reparcelamento, um percentual de 50% do total dos débitos consolidados”, complementa o presidente da Arce. A Lei entrará em vigor após sanção do Governador e posterior publicação.

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