ANCINE divulga informe inédito do número de assinantes no mercado de programação na TV por assinatura

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A Agência Nacional do Cinema – ANCINE publicou pela primeira vez o Informe inédito do Número de Assinantes no Mercado de Programação na TV por Assinatura, de caráter anual.

Considerando a grande relevância do segmento para o setor audiovisual brasileiro, o trabalho, realizado pela Coordenação de Estudos Regulatórios e Concorrenciais da Superintendência de Análise de Mercado (CER/SAM), apresenta o número de assinantes dos canais de TV paga comercializados no país entre junho de 2016 e dezembro de 2017, a partir de dados recebidos diretamente das programadoras.

Apesar da queda no número de assinantes na TV paga no período, houve um crescimento de 6,1% no total do conjunto das assinaturas por canal, indicando possivelmente um aumento da oferta de canais dentro dos pacotes comercializados no período.

A análise de dados segundo a tecnologia de definição da imagem mostrou que apesar dos assinantes em SD serem maioria – uma vez que os pacotes de maior penetração do mercado são básicos ou de entrada, compostos majoritariamente por canais em definição padrão –, houve um incremento gradual nas assinaturas de canais em HD, pela entrada majoritária de canais deste tipo no mercado ao longo do período, todos similares à versão já existente em SD.

Já a apreciação dos assinantes por canal básico e premium deixa claro que os primeiros representam a maioria, com 76,6% dos canais de TV paga ofertados e 90,8% das assinaturas em dezembro de 2017.

Ao se agregar os canais por categorias temática verificou-se que a categoria que concentra o maior número de assinaturas durante todo o período analisado é a de filmes e séries. Entre junho de 2016 e dezembro de 2017 esta categoria respondeu por uma média de 35,5% do volume de assinantes do mercado, seguida pelas categorias de variedades (26,7%), esportes (13,6%), infantil (11,9%), documentários (8,1%) e notícias (4,3%). As categorias que apresentaram maior crescimento médio de número de assinantes foram as de variedades e documentários, pela entrada de canais desta categoria no mercado no período.

Por fim, a categorização dos assinantes conforme a constituição de espaço qualificado dos canais definida pela Lei 12.485/2011 mostrou que os Canais de Espaço Qualificado (CEQs) são maioria (82,5%) e concentraram 78,7% do volume de assinantes do mercado em dezembro de 2017. Contudo, ao se analisar o período como um todo, observa-se que os CEQs vêm perdendo espaço, em termos percentuais, em comparação aos Canais Brasileiros de Espaço Qualificado (CABEQs), tanto em termos de número de canais quanto de assinantes. Além disso, a taxa de crescimento dos CABEQs é aproximadamente 2,9 vezes maior que a dos CEQs, no que tange ao número de canais, e 2,5 vezes maior no que tange ao número de assinantes.

Com essa série de informes, que a ANCINE pretende divulgar anualmente, será possível acompanhar e analisar a evolução do mercado de programação da TV paga ao longo do tempo.

Leia o informe completo aqui.