Estudo da ANCINE mostra a evolução da balança comercial do audiovisual brasileiro

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As exportações de serviços audiovisuais brasileiros para o exterior cresceram 138,9% em dois anos. Esse é um dos principais dados do estudo realizado pela Agência Nacional do Cinema – ANCINE sobre a balança comercial do setor entre os anos de 2014 e 2016. Em 2016, o Brasil vendeu para outros países mais de US$ 176 milhões, o que representou 0,95% do total de serviços exportados pelo País. Em 2014 foram US$ 73 milhões – e 0,35% de participação.

Outra evolução significativa na área de exportações foi a de vendas de Licenciamento de Direitos, que superaram os US$ 74 milhões e representaram 42,6% do total de serviços audiovisuais exportados em 2016 – dois anos antes, essa participação era de apenas 14,4%. Atrás do Licenciamento ficaram os segmentos de TV Aberta (29,8%) e de Produção e Pós-Produção (25,9%).

O Licenciamento de Direitos também foi o serviço audiovisual mais importado em 2016, com US$ 1,1 bilhão e 63% de participação nas importações do setor. Na segunda posição está o segmento de TV paga, com 31%.

A ANCINE fez o estudo com base nos dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (SISCOSERV), do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Foram classificados 53 serviços audiovisuais dentro dos mercados de televisão aberta, paga, cinema, vídeo por demanda ou mídias móveis. O estudo considerou as atividades fins de cada etapa da cadeia de valor do audiovisual em seus diversos segmentos.

O documento completo está publicado no site do Observatório Brasileiro do Cinema – OCA.