Uso de drone na gestão hídrica é atração em estande da ADASA na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

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A Adasa (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF) marca presença na 14ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que acontece até o dia 29 de outubro no Pavilhão de Exposições de Parque da Cidade. “A Matemática está em tudo” é o tema escolhido para este ano, e a Adasa levou seu estande com muito conteúdo e responsabilidade social.

A proposta da Agência é apresentar ao público, composto por escolas públicas e privadas, institutos de ensino tecnológico, centros e museus de Ciência e Tecnologia, entre outros, a sua mais nova ferramenta de monitoramento dos reservatórios e das áreas de proteção ambiental: um drone com tecnologia 4K.

Danielle de Castro, reguladora na Adasa, afirma que o equipamento, que deve ser apresentado no 8º Fórum Mundial da Água – de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília –, serve para agilizar os processos internos de análise e regulação da água.

No estande da Agência, o visitante pode ver as imagens do drone e os softwares que são utilizados para fazer o cruzamento inteligente dos dados coletados. Essas informações podem ser acessadas pelo público no próprio site da Adasa, no Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos do DF (SIRH-DF), onde é possível gerar relatórios e boletins sobre as condições dos reservatórios do Descoberto, Santa Maria e Paranoá.

“Para os estudantes, o drone é visto como um brinquedo que chama muito a atenção, apesar de entenderem que se trata de um importante instrumento de trabalho. Os demais públicos querem saber um pouco mais sobre a tecnologia utilizada”, contou Danielle.

A tecnologia garante imagens de monitoramento com resolução de 3.840 x 2.160 pixels (p), totalizando 8.294.400 p no painel da TV. O Full HD, por exemplo, tem um total de 2.073.600 p. Com quatro vezes mais definição do que a resolução Full HD (1.080p). Além disso, existe uma redução de custos, já que antes era preciso deslocar mais pessoas com vários instrumentos de registro de imagem para mapear uma determinada área. Agora, um único profissional pode operar o drone, e as imagens são posteriormente processadas e analisadas.

Essa tecnologia, que ajuda tanto na fiscalização de captações irregulares de água quanto no monitoramento dos mananciais, ganha relevância na gestão da crise hídrica por que passa o Distrito Federal, fornecendo informações com agilidade para embasar a tomada de decisão da Agência Reguladora.