ARCE fiscalizará mais sete usinas eólicas até novembro

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Ainda neste mês de setembro, a coordenadoria de energia da Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) dará início à campanha de fiscalização de Usinas Eólico Elétricas (UEE). Até o dia 17 de novembro desse ano serão avaliadas, ao todo, sete usinas: Mundaú, Parque Eólico de Beberibe, Eólica Paracuru, Volta do Rio, Guajiru, Faísa IV e Fleixeiras I. A ação, que tem como objetivo avaliar a performance das geradoras em operação, principalmente em termos de energia efetivamente gerada (EEG) ou geração comercial, segue o novo formato adotado pela Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração (FSG) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com a nova metodologia, as fiscalizações serão feitas em campanhas com objetivos específicos, buscando simplificar o processo e tendo como base a análise do comportamento do regulado. Com isso, espera-se elevar o potencial energético. O foco de cada campanha é escolhido pela Aneel, conforme os dados técnicos das geradoras e, após essa verificação, a Agência Nacional repassa para a Arce os detalhes da fiscalização, juntamente com a lista dos empreendimentos que passarão pelo crivo dos analistas.

A campanha que começa ainda neste mês está baseada em três níveis: monitoramento, ações à distância e ação presencial (Arce). Na última segunda-feira, dia 25, a Arce já começou a verificar itens que compõem o segundo nível ou seja: o de “ações à distância”. Tais itens consistem em atividades de fiscalização à distância centradas na investigação dos pontos de maior risco técnico-regulatório relativo à conformidade esperada, contando com avaliação de dados adicionais em maior detalhe que os da primeira etapa de monitoramento (já feita pela Aneel).

Segundo o analista de regulação Dickson Araújo, que está à frente da ação, foram encaminhados ofícios às geradoras, solicitando informações específicas para análise da Agência, dentre as quais lista-se: fator de capacidade da usina, deficit ou superavit de energia gerada e o índice de disponibilidade eólica da localidade. “As usinas para as quais foram enviados ofícios têm até dia seis de outubro para encaminhar as informações solicitadas. A partir daí, as manifestações serão analisadas, até o dia de 20 de outubro, pela Coordenadoria de Energia da Arce”. Dickson adianta que, após a análise inicial, poderão ser emitidos Dossiês ou Relatórios de Fiscalização, isto no prazo de até 17 de novembro”. Após a emissão do relatório, a Agência Cearense definirá quais usinas seguirão para o terceiro nível, que é a ação presencial, com foco na busca de evidências durante os trabalhos de fiscalização de campo.