8º Fórum Mundial da Água é apresentado a agências reguladoras de água e saneamento

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Imagem: ABAR

O diretor-presidente da Adasa (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF), Paulo Salles, apresentou o 8º Fórum Mundial da Água aos participantes do X Fórum Ibero-americano de Regulação (FIAR), realizado nos últimos dias 25 e 26 em Florianópolis (SC).

O objetivo foi informar o público sobre o Fórum e chamar atenção para a participação das agências reguladoras nos debates técnicos e também nos espaços coletivos, como a Expo e a Feira da Vila Cidadã. O 8º Fórum será realizado em Brasília, entre 18 e 23 de março de 2018. Cerca de 40 mil pessoas de mais de 100 países são esperadas para o evento.

A apresentação do 8º Fórum trouxe informações a respeito da organização e do processo preparatório para o maior encontro do mundo envolvendo questões da água. Além de Salles, que é co-presidente do Comitê Organizador do 8º Fórum, Ricardo Andrade, diretor executivo do 8º Fórum, também falou na sessão “Expectativas para o 8º Fórum Mundial da Água”.

Ao abordar o tema “Saneamento e Clima”, Salles explicou que as mudanças climáticas causam alterações no ciclo hidrológico, nos padrões de distribuição de chuvas, no volume e no fluxo dos rios e no reabastecimento e na qualidade do lençol freático. Entre as consequências dessas mudanças está a ocorrência de eventos extremos como secas, inundações, tempestades e derretimento das geleiras.

O 8º Fórum será uma oportunidade para debater essas questões com representantes de diversos setores – academia, indústria, comércio, governos e sociedade. O diretor-presidente da Adasa detalhou temas e tópicos do evento que tratarão diretamente desses assuntos.

“A segurança hídrica depende de medidas de adaptação bem-sucedidas, que requerem políticas, planejamento e ações articuladas que envolvam governos em todos os níveis, setores e sociedade. A água também é crítica para a mitigação das mudanças climáticas, já que muitas soluções de baixo carbono dependem do acesso confiável aos recursos hídricos. O progresso nesse tema dependerá de uma boa comunicação entre produção científica, tecnológica e de inovação e a tomada de decisões – implementação de políticas públicas”, afirmou Salles.

Andrade considerou de “extrema importância” a presença do 8º Fórum no X Fiar, ressaltando a ampliação do debate para garantir disponibilidade de água no mundo. “As agências reguladoras atuam diretamente na busca pelo acesso universal à água e na melhoria da qualidade de vida da população e do acesso ao serviço de água, saneamento e abastecimento”, destacou. “Tudo isso reforça a importância de ter a participação desse público no Fórum Mundial em 2018”, completou.

A presença das agências reguladoras é tida como certa no 8º Fórum. A Associação Brasileira de Agências Reguladores (Abar) e a Associação de Entes Reguladores de Água e Saneamento das Américas (Aderasa), organizadoras do X Fiar e do X Congresso Brasileiro de Regulação, já garantiram espaços para expor no Fórum. “Teremos a satisfação de contar com a presença das agências reguladoras no Fórum. O próximo passo será definir o melhor modelo de participação [Expo ou Feira] e a forma de implementação”, disse Andrade.

Representantes de mais de dez países participaram da sessão de apresentação do 8º Fórum, entre eles Colômbia, Argentina, Paraguai, Uruguai e Peru. Entidades da América Latina e de Portugal também estiveram presentes.

Adasa no X Fiar

O X Fórum Ibero-americano de Regulação (FIAR) abordou o tema “A Regulação da Água Potável e Saneamento Prevenção e Reação a Crises de Água”. De acordo com o Presidente da Abar, Fábio Alho, o evento foi um sucesso de representatividade dos países envolvidos: “Foram mais de dez países presentes e as discussões foram muito produtivas”.

Reguladores da Adasa participaram do evento. O superintendente de Planejamento e Programas Especiais, José Bento da Rocha, integrou o painel “Como Implementar Programas de Infraestrutura Verde” e expôs na sessão “Regulação Econômica em Tempos de Crise”, que teve a participação do superintendente de Estudos Econômicos e Fiscalização Financeira, Cássio Cossenzo, que também expôs na sessão “Discussões Propostas pela Câmara Técnica de Saneamento Básico”.

Para José Bento, o mais interessante foi ver que as experiências de outros países que seguem uma lógica parecida com a aplicada no Brasil. “Nós olhamos as ações que estão mais avançadas que a nossa focando no projeto Produtor de Água no Pipiripau, que remunera agricultores por serviços ambientais prestados, mas principalmente na Bacia do Descoberto, onde pretendemos implantar o programa futuramente”, afirmou.